O Despertar de uma Sinfonia, uma verdadeira lição de gratidão, superação, fé e realização! - Entrevi


Abaixo entrevista para a Editora Oxigênio/ Grupo Editora Dracaena:

http://editoraoxigenio.com.br/editora/entrevista-com-luciane-moreira-mustafa-de-o-despertar-de-uma-sinfonia/

A realização de um sonho de infância foi o ponto de partida para o nascimento de “O Despertar de uma Sinfonia”. Empresária de sucesso, madura e uma mulher resolvida, Luciane Moreira Mustafá está lançando seu primeiro livro por meio da Editora Dracaena.

Um romance envolvente, com grandes lições de vida e momentos de fortes emoções. Foi dessa forma que a escritora criou a primeira obra do que promete ser uma carreira promissora na literatura.

Conheça um pouco mais de Luciane na entrevista:

ED: Como surgiu a ideia de escrever um livro?

Luciane: Durante minha infância, eu adorava escrever histórias infantis. E eram belas histórias. Daí eu cresci, vieram outros planos, a vida foi tomando outro rumo e esse sonho ficou adormecido, para não dizer, esquecido.

Então, aos 36 anos, eu era uma mulher bem-sucedida, com uma empresa próspera, alguns cursos acadêmicos, uma bela família, mas comecei a sentir certa angústia. Silenciosa, sem motivo aparente, mas latente… Uma frustração. Eu não entendia o que poderia ser, mas estava lá e eu sentia uma voz tentando me sinalizar algo que eu não conseguia enxergar.

Eu tinha um grupo de amigas com as quais eu me encontrava semanalmente e, sem ser este o objetivo da reunião, nossos encontros transformaram-se em momentos terapêuticos. Então, em uma das nossas reuniões, de repente, eu tive um insight e descobri o que tanto me entristecia: eram os sonhos da infância, a paixão pelos meus livros adormecidos que gritava em mim. Então o sonho de escrever renasceu com todo vigor.

Mas aí veio outro problema…

Eu queria escrever uma história impactante, que pudesse inspirar as pessoas a buscar uma vida mais plena, com mais otimismo e fé. Uma obra que inspirasse as pessoas a se apaixonarem verdadeiramente por si e pela vida! Sabe aquelas obras que nos transportam a outra dimensão e nos levam a rever nossos relacionamentos e conceitos? Era isso o que eu almejava escrever!

Então, quando realmente ponderei sobre a possibilidade de escrever um livro, acreditei que não estava pronta para a qualidade da obra que eu buscava escrever e que isso seria para grandes gênios. Daí renasceu uma frustração ainda maior, porque beirava a sensação de impotência.

Até que, conforme eu vivia meus 38 anos, fui percebendo uma nova nuance em minha vida de maturidade, valores e conceitos cujas experiências poderiam ser bastante interessantes para outras pessoas. E assim iniciou-se um processo de cobrança interna frenética, sem sossego, 24h/dia, para eu começar a escrever minha primeira obra; inclusive a busca pelo tema e como iria iniciá-lo.

Então, em uma bela manhã, em casa, sentada na varanda enquanto tomava um café, contemplava o lago e refletia sobre a vida, veio à minha mente o primeiro capítulo do livro. Um momento emocionante porque significou o resgate de uma menininha por anos envolvida em outras escolhas e em algumas intercorrências da vida. A escritora mirim, agora uma mulher madura e decidida, renascia com força total.

ED: Qual foi a inspiração para escrever “O Despertar de uma Sinfonia”?

Luciane: Confesso que minha própria vida.

Percebia algumas pessoas com quem, às vezes, conversava, tão desmotivadas, descrentes e pessimistas que comecei a indagar como poderia ajudá-las a mudar seu foco. Eu não perdia a oportunidade de conversar com elas e fazer com que alterassem o curso do pensamento, mas parecia ser tão pouco… Ao mesmo tempo, algumas primas, amigas e até alguns terapeutas que me conheciam me diziam que usavam meu otimismo e fé como instrumento de ajuda a outras pessoas.

Então naquela manhã na varanda enquanto tomava meu café, percebi que o que eu tanto buscava – o tema da história – estava no meu coração, nos meus pensamentos, nos meus valores e que só seria preciso concentração para verbalizar o conteúdo interno de maneira envolvente, mas ao mesmo tempo, singela, porque a vida é assim. Sua beleza está justamente na simplicidade e na nossa capacidade de percebermos isso.

Escrever “O Despertar de uma Sinfonia” foi uma experiência riquíssima porque me permitiu, através de uma história envolvente e apaixonante, permear sobre inúmeros fenômenos humanos e proporcionar ao leitor refletir sobre sua própria vida, seus valores, seus sonhos, seu poder de escolha e a qualidade de seus relacionamentos, não só com os outros, mas também consigo.

ED: Você se espelhou em algum autor? Quais seriam?

Luciane: Amo filosofia. Muitas pessoas, pelo senso comum, dizem que não gostam de filosofia porque abrange assuntos complexos. Mas a filosofia é a vida e tudo o que a permeia. Reflexão sobre o amor é filosofia. Conceitos sobre justiça, respeito, certo e errado, ética, bondade, maldade etc., estão permeados de estudos filosóficos.

Gosto de autores que nos levem a reflexões acerca das questões humanas e nos ajudem a galgar degraus na escada do crescimento humano. Não leio o que não me leve a um lugar novo, com descobertas. Gosto de ser transportada a lugares ainda não visitados…

Portanto, leio vários autores que nos proporcionam esse crescimento, como o realismo de Léon Tolstói e Machado de Assis. Ultimamente, tenho lido e refletido sobre os questionamentos de Michael Sandel, instigadores, porque abarcam situações que envolvem a realidade da vida atual, com o advento da globalização mundial, das redes sociais e de valores até então ignorados, mas que permeiam decisivamente o rumo de nossa sociedade moderna e as relações sociais de várias gerações, atuais e futuras.

ED: Quais são suas inspirações como escritora?

Algum livro de cabeceira, pessoas, um lema de vida?

Luciane: Leio a Bíblia, livros sobre relacionamentos intra e interpessoal, sobre as Leis do Universo e Neurociências com abordagem nas faculdades mentais superiores. Sou cristã e tenho fé em Deus e em mim, minhas grandes inspirações.

Também tenho inspiração no meu lema de vida, o qual tenho ensinado aos meus filhos: pagar o mal com o bem. Dias atrás, meu filho de 11 anos, estava passeando na casa de um grande amigo e um vizinho deu-lhe um murro no rosto durante uma partida de futebol, o que deu fim ao jogo. Horas depois, o tal menino foi à casa do amigo onde meu filho estava, pediu-lhe desculpas, prometeu que o episódio não mais ocorreria, chamou-o para brincar e eles se tornaram amigos. Quando a mãe do anfitrião soube do ocorrido, chamou meu filho e lhe disse que ele não devia ter ido brincar com aquele vizinho, pois ele merecia ficar sem ninguém para brincar. Então meu filho respondeu: “Mas tia, minha mãe me ensinou a pagar o mal com o bem!”. É um lema de vida inspirador porque nos liberta de rancor, mágoa, ódio e nos permite focar naquilo que realmente importa, que são os nossos projetos.

E a outra inspiração, também tão importante, é a qualidade da relação que vivo com meu marido e meus filhos. Reprovo piadas com mensagens subliminares que milhares de pessoas postam, imperceptivelmente, nas redes sociais, whatsapp etc., de, por exemplo, maridos e esposas denegrindo os cônjuges. E o pior é que as pessoas vão postando e contagiando a todos com o olhar pessimismo de que todo casamento tem que ser enfadonho, todo homem é infiel e desleal àquela a quem deveria honrar, toda mulher é interesseira e só pensa em ir ao cabeleireiro e todo adolescente é “aborrescente”. Porque as coisas têm que ser assim? Não! Podem ser diferentes, a começar pela nossa visão, das mais simples como dizer “não!” a uma simples “piada” que, na verdade, molda os valores de uma sociedade.

ED: Como foi o desenvolvimento do livro e processo editorial?